segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Novos hábitos exigem novas embalagens

Há pouco tempo, a indústria de produtos de consumo percebeu que a aceleração da vida moderna, provocada pelas novas tecnologias, produziu um novo consumidor, que se caracteriza fundamentalmente pela falta de tempo. O tempo passou a ser o bem mais precioso do momento e a falta dele é a queixa mais freqüente dos profissionais de hoje.
Esse contingente urbano, plugado no mundo e preocupado com sua "empregabilidade", corre o dia todo e a noite adentro, de um lado para o outro, tentando se manter no fogo. Sem tempo nem para se alimentar direito, devido à dupla jornada de trabalho, esse novo consumidor também estuda, freqüenta academia, faz curso de inglês, MBA, pós, mestrado e assim por diante.
A alimentação entre uma jornada e outra é feita em trânsito. Nunca se viu tanta gente comendo em pé, andando, dirigindo, no metrô e nos ônibus. Perceber mudanças de comportamento, hábitos e atitudes sempre foi a arma secreta das indústrias de ponta e, mais uma vez, elas saíram na frente, ajustando ou criando produtos focados nas necessidades desse consumidor sem tempo para nada.
Na indústria de alimentos vemos surgir novidades, como o café que esquenta na própria lata, apertando-se um botão no fundo da embalagem. Os snacks ganharam um pote plástico que permite despejar o produto diretamente na boca sem sujar os dedos, nem o volante, o teclado, o celular...
Tenho colecionado uma dezena de tipos de produtos que atendem a essa necessidade e suas variantes, como, por exemplo, produtos e embalagens gerados pelo sentimento de "não estar se alimentando corretamente", que essa forma de consumo provoca nas pessoas.
Essa percepção tem provocado um aumento expressivo de consumo de sucos naturais prontos para beber e de bebidas lácteas, que podem ser encontradas nas vending machines e nas mesas de bares e lanchonetes, como alternativa aos refrigerantes.
Além das frutas, os legumes entram nessa vertente, aparecendo combinados com as frutas como suplemento alimentar de "melhor qualidade", segundo a visão dos consumidores. O suco combinado com acerola e cenoura, que pode ser pedido na academia ou na cantina da escola, é um exemplo desse tipo de demanda. Outro produto derivado dessa percepção é a barrinha de cereais, cujo consumo disparou.
Finalmente, os biscoitos — que equivalem ao "pão de cada dia" no mix que mencionamos — já contêm leite, frutas, legumes e cereais. Eles ganharam uma nova embalagem, de porção individual. O sucesso foi tão grande que obrigou os fabricantes a incluir essa alternativa portátil em suas linhas.
Os tradicionais waffers também se renderam à nova tendência. Não é fácil comer um waffer em trânsito, no carro ou sobre uma mesa de trabalho, pois não é possível enfiar o biscoito inteiro na boca e, ao mordê-lo, não conseguimos evitar a queda de migalhas. Por isso, a solução foi criar miniwaffers, que podem ser colocados de uma só vez na boca.
O novo saquinho flexível, que fica em pé, completou o conjunto. É como comer pipoca sem sujar os dedos. Novos hábitos exigem novos produtos e embalagens que atendam a esse novo consumidor. A indústria, de um modo geral, especialmente a de embalagem, tem muito a ganhar acompanhando a evolução da sociedade humana e de seus hábitos de consumo, como confirma o sucesso desses novos produtos.

Fábio Mestriner

eat the world

http://www.eatheworld.com/pt/




'O NOSSO OBJECTIVO É VIVER COM FAMÍLIAS, CONHECER RESTAURANTES, ESTAR COM CHEFES LOCAIS E DESCOBRIR PROJECTOS AGRÍCOLAS INTERESSANTES QUE SEJAM REFLEXO DO QUE SE FAZ EM CADA CANTO DO MUNDO. QUEREMOS TAMBÉM DESCOBRIR AS TRADIÇÕES GASTRONÓMICAS DE CADA PAÍS, COM DIREITO A DESCOBRIR NOVAS RECEITAS, NOVOS INGREDIENTES E NOVAS FORMAS DE VIVER A COZINHA. O MAIS IMPORTANTE: ESTAR COM PESSOAS LOCAIS PARA CONHECERMOS CADA PAÍS PELOS OLHOS DELAS E PODERMOS DESCREVÊ-LO PELAS NOSSAS BARRIGAS!



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the flavour thesaurus


ganhei de presente :) tão bom, para mim, um dos melhores livros de 2010. favorite one :)

«'Food science has never sounded so poetic in this exquisite guide to combining flavours»


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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Casa Nepalesa





Fui lá jantar no outro dia, aconselho.
Não é o típico restaurante Nepalês. O espaço é acolhedor e bonito, o serviço tb é bom e a comida é deliciosa.

O frango com papaia, as gambas e os pratos de queijo foram os meus preferidos. :)


Para além disto, o dono ainda tem uma história de vida muito engraçada e um restaurante italiano que é bastante conhecido. Vale a pena.

:)


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FRAGOLETO- gelataria



"A Fragoleto vai passando despercebida a muita gente que anda pela Baixa de Lisboa; mas há aqueles que, desde há um ano, todos ou quase todos os dias se encontram à porta para ir comer o seu gelado. E, olhando concentradamente para a vitrina, vão dizendo: «vamos lá ver que sabores há? Melancia... amora... figo... chá preto com bergamota... então hoje vai ser chocolate preto e baunilha.» Esse chocolate preto é um gelado da linha de soja, a qual se destaca por não incluir leite nem açúcar na confecção. Outras linhas que vão tornando famosa esta gelataria são a de chá - preto ou verde - e a fruta de toda a vida, mas que se vai adaptando ao que as estações do ano proporcionam. No Outono, por exemplo, fazem gelado de castanha e de amêndoa; no Verão, melão e meloa ou maracujá; e por aí fora.
Manuela Carabina, gelateira formada em Itália e mulher que decidiu largar a sua vida segura para investir neste negócio fresquinho, defende que o «facto de serem tradicionais não quer dizer que não haja inovação». Tradicional é a forma como se fazem, o resto é mestria. A grande novidade é que muitos destes gelados são aptos para diabéticos e para vegetarianos/veganos!"

In revista Blue Living - Outubro 2006


Fragoleto - Gelataria/Cafetaria
Rua da Prata, 80
Lisboa
Tel.: 218877971
Horário: de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 20h00; sábados, das 14h30 às 20h00.

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Levantamento de técnicas, receitas, aplicações a carnes e mariscos




pois é.. tenho andado entretida c/ isto :P



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pois é .. estou de volta :)


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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Mariza - Oiça lá ó Sr. Vinho



Oiça lá ó senhor vinho,
vai responder-me, mas com franqueza:
porque é que tira toda a firmeza
a quem encontra no seu caminho?

Lá por beber um copinho a mais
até pessoas pacatas,
amigo vinho, em desalinho
vossa mercê faz andar de gatas!

É mau procedimento
e há intenção naquilo que faz.
Entra-se em desequilíbrio,
não há equilíbrio que seja capaz.

As leis da Física falham
e a vertical de qualquer lugar
oscila sem se deter
e deixa de ser perpendicular.

"Eu já fui", responde o vinho,
"A folha solta brincara ao vento,
fui raio de sol no firmamento
que trouxe a uva, doce carinho.

Ainda guardo o calor do sol
e assim eu até dou vida,
aumento o valor seja de quem for
na boa conta, peso e medida.

E só faço mal a quem
me julga ninguém
e faz pouco de mim.
Quem me trata como água
é ofensa, pago-a!
Eu cá sou assim."

Vossa mercê tem razão
e é ingratidão
falar mal do vinho.
E a provar o que digo
vamos, meu amigo,
a mais um copinho!



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LENDA DAS AMENDOEIRAS EM FLOR



Há muitos e muitos séculos, antes de Portugal existir e quando o Al-Gharb pertencia aos árabes, reinava em Chelb, a futura Silves, o famoso e jovem rei Ibn-Almundim que nunca tinha conhecido uma derrota. Um dia, entre os prisioneiros de uma batalha, viu a linda Gilda, uma princesa loira de olhos azuis e porte altivo. Impressionado, o rei mouro deu-lhe a liberdade, conquistou-lhe progressivamente a confiança e um dia confessou-lhe o seu amor e pediu-lhe para ser sua mulher. Foram felizes durante algum tempo, mas um dia a bela princesa do Norte caiu doente sem razão aparente. Um velho cativo das terras do Norte pediu para ser recebido pelo desesperado rei e revelou-lhe que a princesa sofria de nostalgia da neve do seu país distante. A solução estava ao alcance do rei mouro, pois bastaria mandar plantar por todo o seu reino muitas amendoeiras que quando florissem as suas brancas flores dariam à princesa a ilusão da neve e ela ficaria curada da sua saudade. Na Primavera seguinte, o rei levou Gilda à janela do terraço do castelo e a princesa sentiu que as suas forças regressavam ao ver aquela visão indiscritível das flores brancas que se estendiam sob o seu olhar. O rei mouro e a princesa viveram longos anos de um intenso amor esperando ansiosos, ano após ano, a Primavera que trazia o maravilhoso espectáculo das amendoeiras em flor. (aqui)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

BBC- Food programmes



tvlicious!


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Statement on the 'new cookery'

Back on track às aulas... e o ano começou com Gastronomia molecular.
Eis um artigo referenciado na aula de hoje que data 10 de Dezembro de 2006, mas que continua a ser pertinente nos dias de hoje!



Below is the international agenda for great cooking written by Ferran Adria of El Bulli, Heston Blumenthal of the Fat Duck, Thomas Keller of the French Laundry and Per Se, and writer Harold McGee

The world of food has changed a great deal in modern times. Change has come especially fast over the last decade. Along with many other developments, a new approach to cooking has emerged in restaurants around the globe, including our own. We feel that this approach has been widely misunderstood, both outside and inside our profession. Certain aspects of it are overemphasized and sensationalized, while others are ignored. We believe that this is an important time in the history of cooking, and wish to clarify the principles and thoughts that actually guide us. We hope that this statement will be useful to all people with an interest in food, but especially to our younger colleagues, the new generations of food professionals.

1. Three basic principles guide our cooking: excellence, openness, and integrity.

We are motivated above all by an aspiration to excellence. We wish to work with ingredients of the finest quality, and to realize the full potential of the food we choose to prepare, whether it is a single shot of espresso or a multicourse tasting menu.

We believe that today and in the future, a commitment to excellence requires openness to all resources that can help us give pleasure and meaning to people through the medium of food. In the past, cooks and their dishes were constrained by many factors: the limited availability of ingredients and ways of transforming them, limited understanding of cooking processes, and the necessarily narrow definitions and expectations embodied in local tradition. Today there are many fewer constraints, and tremendous potential for the progress of our craft. We can choose from the entire planet's ingredients, cooking methods, and traditions, and draw on all of human knowledge, to explore what it is possible to do with food and the experience of eating. This is not a new idea, but a new opportunity. Nearly two centuries ago, Brillat-Savarin wrote that 'the discovery of a new dish does more for human happiness than the discovery of a new star."

Paramount in everything we do is integrity. Our beliefs and commitments are sincere and do not follow the latest trend.

2. Our cooking values tradition, builds on it, and along with tradition is part of the ongoing evolution of our craft.

The world's culinary traditions are collective, cumulative inventions, a heritage created by hundreds of generations of cooks. Tradition is the base which all cooks who aspire to excellence must know and master. Our open approach builds on the best that tradition has to offer.

As with everything in life, our craft evolves, and has done so from the moment when man first realized the powers of fire. We embrace this natural process of evolution and aspire to influence it. We respect our rich history and at the same time attempt to play a small part in the history of tomorrow.

3. We embrace innovation - new ingredients, techniques, appliances, information, and ideas - whenever it can make a real contribution to our cooking.

We do not pursue novelty for its own sake. We may use modern thickeners, sugar substitutes, enzymes, liquid nitrogen, sous-vide, dehydration, and other nontraditional means, but these do not define our cooking. They are a few of the many tools that we are fortunate to have available as we strive to make delicious and stimulating dishes.

Similarly, the disciplines of food chemistry and food technology are valuable sources of information and ideas for all cooks. Even the most straightforward traditional preparation can be strengthened by an understanding of its ingredients and methods, and chemists have been helping cooks for hundreds of years. The fashionable term "molecular gastronomy" was introduced relatively recently, in 1992, to name a particular academic workshop for scientists and chefs on the basic food chemistry of traditional dishes. That workshop did not influence our approach, and the term "molecular gastronomy" does not describe our cooking, or indeed any style of cooking.

4. We believe that cooking can affect people in profound ways, and that a spirit of collaboration and sharing is essential to true progress in developing this potential.

The act of eating engages all the senses as well as the mind. Preparing and serving food could therefore be the most complex and comprehensive of the performing arts. To explore the full expressive potential of food and cooking, we collaborate with scientists, from food chemists to psychologists, with artisans and artists (from all walks of the performing arts), architects, designers, industrial engineers. We also believe in the importance of collaboration and generosity among cooks: a readiness to share ideas and information, together with full acknowledgment of those who invent new techniques and dishes. (aqui)

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the boiled egg - heston blumenthal


a foodie nerd joke :)

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A series of photographs documenting former Death Row prisoners requests for their last meal before execution.




images © james reynolds

An extraordinary work by London based designer James Reynolds.

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domingo, 2 de janeiro de 2011

Labirinto do Atum - DOC (Trailer)


«O Labirinto do Atum" tem como principal ingrediente o Atum e a sua história ao longo dos séculos ao longo da costa algarvia e andaluza, sendo a sua captura uma das artes de pesca mais antigas e difundidas nos países mediterrânicos. O documentário começa com uma conversa ao almoço entre três grandes conhecedores desta História (um historiador, um empresário e um director fabril), o ponto de partida para uma viagem por antigos e recentes complexos de pesca e indústria do atum no sul de Portugal e Espanha. A obra contou com o importante apoio das autarquias de Vila Real St.º António e Tavira; e das Direcções Regionais da Cultura e da Agricultura e Pescas no Algarve.






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3D food printer


fab@home machines have already been used
to print chocolates, cookies, and even domes of turkey meat.
while previous models have typically used only one syringe,
the cornell team is now working with them in multiple,
to permit the combination of diverse ingredients in precise proportions.

currently, only liquids and gels can be used as cartridges,
and the researchers have already experimented
with cheese, cake batter, chocolate, and dough.
promisingly, current research that involves mixing raw foods
with hydrocolloids, creating a gel,
may soon expand the repertoire of foods that can be used in the machine.

on a broad scale, the device would not only
increase the ease and availability of healthful food
to individuals who are unable or unwilling to cook for themselves,
but also produce a number of ecologically beneficial effects,
as it decreases the number of intermediaries involved
between food production and ultimate consumption.
some researchers wonder if one day,
3D printers would even permit the 'growing' of near-raw foodstuffs.



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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

CONFECTIONS BY AMY STEVENS


Amy Stevens' confections started out as part of a "turning 30" project: make 30 cakes to photograph for her thesis show. It wasn't long before the artist realized that striving for iced perfection didn't come naturally and decided to aim for exuberance instead. Stevens' cakes are loud displays of sugar and spice and everything ... well, just everything. Cake dec gone bad is a vibrant strike against the shrines to domestic living, done extravagantly, indulgently well. The selection shown here is recent; delve back into the earlier ones for less refined versions. More is more.


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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Pasteis de Tentugal


Ver como a massa é cuidadosamente «estendida», é incrível! (ver video nos 2min)




A confecção dos pastéis é muito sensível e a sua qualidade sofre alterações, com as características das farinhas, ovos e atmosféricas, assim como da componente humana em que a arte da pasteleira tem influência primordial em toda a sua confecção.

A qualidade do Pastel de Tentúgal tem muito a ver com os “Saberes”, da sua confecção e de quem os aprecia, como todos os doces.


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Sem ovos não se fazem omeletes


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domingo, 19 de dezembro de 2010

O Bolo Rei

Está a chegar a altura em que muitas padarias e confeitarias portuguesas não têm mãos a medir devido ao enorme número de encomendas de bolo-rei. Do “galette des rois” até ao actual bolo-rei, são muitos os segredos desta tão apreciada sobremesa de Natal.



«A verdade é que, de acordo com a conhecida autora de livros de gastronomia Maria de Lourdes Modesto, «apesar da popularidade de que goza entre nós, o bolo-rei tem origem francesa e, para explicar tanto a fava como o brinde, teremos de recuar bastante no tempo». O historiador José Leite Vasconcelos confirma que «o bolo-rei ou bolo das favas é de provável origem francesa» e sabe-se hoje que terá surgido no tempo do famoso “Le Roi Soleil”, Louis XIV, no intuito de celebrar as festas de Ano Novo e Dia de Reis.»



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